EMPACOTADORA VERTICAL (VFFS): TIPOS, APLICAÇÕES E COMO ESCOLHER

Empacotadora Vertical (VFFS)

As empacotadoras verticais, também conhecidas como máquinas VFFS (Vertical Form Fill Seal), são amplamente utilizadas na indústria.

Esses equipamentos realizam o empacotamento automático de produtos sólidos, granulados e em pó.

As máquinas são responsáveis pela formação, enchimento e selagem das embalagens durante o processo de empacotamento.

Por isso, desempenham papel fundamental na produtividade, qualidade e padronização dos processos industriais de embalagem.

A escolha da empacotadora vertical ideal exige uma avaliação cuidadosa das necessidades específicas de cada processo produtivo.

Existem diferentes tecnologias, sistemas de dosagem, formatos de embalagem e velocidades disponíveis para diferentes aplicações industriais.

Cada configuração pode apresentar vantagens específicas, dependendo das características do produto e dos requisitos da produção.

Além disso, fatores como tipo de filme, sistema de selagem e precisão de dosagem influenciam diretamente o desempenho.

A integração com outros equipamentos da linha também pode impactar significativamente a eficiência da operação.

As máquinas VFFS podem produzir diversos formatos de embalagens flexíveis para diferentes aplicações industriais.

Entre os formatos disponíveis estão Pillow Bag, Quad Seal Bag, Flat Bottom Bag e Stand-Up Pouch.

Essas soluções atendem segmentos como alimentos, bebidas, fertilizantes, produtos químicos e nutrição animal.

Também podem ser utilizadas na embalagem de materiais destinados à indústria da construção.

Quando integradas a balanças multicabeçotes, dosadores e outros equipamentos, formam linhas de embalagem altamente automatizadas.

Detectores de metais, checkweighers e sistemas de paletização também podem fazer parte dessas linhas industriais.

Essa integração permite aumentar a automação, a produtividade e a eficiência dos processos de embalagem.

Neste guia técnico, apresentaremos os principais tipos de empacotadoras verticais VFFS e suas características.

Também serão abordados os formatos de embalagem, aplicações, vantagens, limitações e principais critérios de seleção.

O objetivo é ajudar profissionais a identificar a solução mais adequada para cada processo produtivo.

O que é uma Empacotadora Vertical VFFS?

A empacotadora vertical, também conhecida como máquina VFFS (Vertical Form Fill Seal), forma, dosa, enche e sela embalagens flexíveis automaticamente.

Essa tecnologia está entre as mais utilizadas na indústria de alimentos, fertilizantes, produtos químicos e nutrição animal.

Também possui ampla aplicação em segmentos como café, grãos e outros mercados que exigem alta produtividade.

Além disso, as máquinas VFFS contribuem para aumentar a padronização e a eficiência dos processos de embalagem.

As máquinas VFFS utilizam filme flexível proveniente de uma bobina para formar a embalagem durante o processo.

Em seguida, o produto é dosado e inserido na embalagem antes da realização da selagem.

Todo esse processo pode ocorrer de forma contínua e automatizada, proporcionando maior produtividade à operação.

Dependendo da configuração da máquina, diferentes formatos de embalagens podem ser produzidos.

Entre os principais formatos estão Pillow Bag (Embalagem Almofada), Quad Seal Bag (Quatro Soldas) e Flat Bottom Bag (Fundo Chato).

Existem ainda outros formatos de embalagens, que serão apresentados e explicados nas próximas seções.

Quais são os principais componentes de uma Empacotadora Vertical?

Uma máquina de embalagem vertical VFFS é composta por diversos conjuntos mecânicos, pneumáticos, elétricos e sistemas de automação.

Esses componentes trabalham de forma sincronizada para produzir embalagens com alta velocidade e precisão.

Alguns componentes permanecem fixos durante a operação, enquanto outros podem ser substituídos durante os setups da máquina.

Essas substituições permitem adequar o equipamento a diferentes formatos e tamanhos de embalagens.

A seguir, apresentamos os principais componentes de uma empacotadora vertical e suas respectivas funções.

Chassi

O chassi é a estrutura principal da empacotadora vertical VFFS e suporta todos os conjuntos mecânicos, elétricos e pneumáticos.

Sua função é garantir estabilidade operacional e precisão durante os movimentos realizados pelos diferentes mecanismos da máquina.

Normalmente, o chassi é fabricado em aço carbono pintado ou aço inoxidável, dependendo da aplicação.

Em aplicações alimentícias, farmacêuticas e químicas, o aço inoxidável é amplamente utilizado devido à resistência à corrosão.

Além disso, esse material facilita a higienização e contribui para atender aos requisitos sanitários desses segmentos.

Muitas vezes, o chassi passa despercebido durante uma análise de FAT (Teste de Aceitação em Fábrica).

O mesmo acontece durante a escolha de uma máquina empacotadora vertical, quando outros componentes recebem maior atenção.

Robustes

A robustez do chassi é o ponto de partida para garantir o desempenho adequado dos demais componentes.

Uma estrutura adequada ajuda a evitar vibrações, desalinhamentos, instabilidades na passagem do filme e afrouxamento de componentes.

Durante uma análise de FAT, diversos pontos são apresentados e discutidos com o comprador.

Entretanto, uma simples avaliação visual ou medição pode proporcionar maior segurança durante a aquisição do equipamento.

Atualmente, uma solução construtiva comum utiliza tubos de aço retangulares, quadrados ou circulares na fabricação dos chassis.

Essa construção pode apresentar boa relação entre resistência mecânica, custo de fabricação e facilidade de montagem.

Entretanto, as dimensões dos tubos devem apresentar características compatíveis com os esforços aplicados durante a operação.

Outras soluções construtivas também podem atender aos requisitos mecânicos necessários para o funcionamento da máquina.

Em aplicações com velocidades mais elevadas, os fabricantes podem utilizar diferentes conceitos estruturais para aumentar a rigidez do conjunto.

Nesses casos, é importante solicitar ao fabricante estudos de análise estrutural por elementos finitos (FEA).

Os resultados dessas análises devem ser apresentados a um engenheiro mecânico de confiança para avaliação independente.

Essa avaliação permite verificar se os dados e as simulações apresentadas são compatíveis com as condições reais de operação.

Sistema de Alimentação e Dosagem do Produto

Localizado na parte superior da máquina, este sistema é responsável por alimentar e dosar o produto que será acondicionado na embalagem.

Dependendo das características do material, podem ser utilizados diferentes sistemas de dosagem, como:

  • Balança multicabeçotes;
  • Balança linear;
  • Copo volumétrico;
  • Dosador volumétrico;
  • Dosador por rosca sem-fim;
  • Sistemas gravimétricos;

A escolha correta do sistema de dosagem influencia diretamente a precisão do peso, a produtividade da linha e o desperdício.

A definição do dosador deve considerar o histórico de aplicações semelhantes e a experiência acumulada com determinado produto.

Isso ocorre porque cada produto apresenta características específicas que influenciam seu comportamento durante o processo de dosagem.

Entre essas características estão a geometria, a umidade, a densidade e a presença de partículas ou pó.

A densidade também pode apresentar variações entre diferentes lotes do mesmo produto, afetando diretamente a precisão da dosagem.

Por isso, o mesmo sistema pode apresentar resultados diferentes quando utilizado com produtos de características distintas.

Quando o histórico de aplicações não oferece segurança suficiente, recomenda-se realizar testes de laboratório antes da definição.

Esses testes permitem avaliar o comportamento do produto e identificar o sistema de dosagem mais adequado.

Com essas informações, torna-se possível reduzir erros de pesagem, desperdícios e problemas de produtividade durante a operação.

Porta-Bobina

O porta-bobina é o conjunto responsável por sustentar a bobina de filme utilizada na formação das embalagens.

Seu projeto deve permitir trocas rápidas durante as paradas programadas e manter a tensão adequada do filme.

Essa tensão pode ser controlada por meio de sistemas de frenagem mecânicos ou eletrônicos.

O filme flexível utilizado na máquina VFFS contém todas as informações visuais e obrigatórias da embalagem.

Entre essas informações estão a identidade da marca, descrição do produto, informações nutricionais, lote e demais dados exigidos.

Por isso, a correta condução do filme é fundamental para garantir o posicionamento adequado dessas informações.

Deve-se prestar atenção especial ao acesso e à facilidade de operação do porta-bobina durante a rotina produtiva.

A ergonomia do operador também deve ser considerada, principalmente durante o manuseio de bobinas de filme mais pesadas.

Esse aspecto é importante para reduzir esforços físicos excessivos e contribuir para a segurança e saúde do operador.

Outro ponto fundamental é a segurança durante a operação e manutenção do conjunto porta-bobina.

É importante evitar pontos de esmagamento, especialmente porque esse componente geralmente permanece mais exposto durante sua operação.

Sistema de Transporte e Alinhamento do Filme

Após deixar a bobina, o filme percorre um conjunto de roletes, guias e sensores responsáveis pelo alinhamento correto do material.

A qualidade do alinhamento e a uniformidade do filme durante o desbobinamento influenciam diretamente a formação adequada da embalagem.

Além disso, o sistema deve manter o filme uniforme durante todo o processo de formação.

Também deve oferecer espaço suficiente para correções de alinhamento e instalação de datadores, sensores e outros equipamentos.

Dessa forma, o conjunto consegue atender às necessidades específicas de cada operação e facilita futuros ajustes na máquina.

Tubo Formador

O tubo formador é o componente responsável por transformar o filme plano em um tubo contínuo, dando origem à embalagem.

As dimensões do tubo formador dependem do tamanho final do pacote e da largura do filme utilizado.

Durante as mudanças de formato, o operador normalmente substitui esse componente para adequar a máquina ao novo produto.

Durante essa avaliação, deve-se priorizar uma boa ergonomia para o operador durante o setup da máquina.

Também é importante garantir que o operador realize o setup da forma mais rápida possível.

Para isso, a máquina pode utilizar manípulos, indexadores e elementos para troca manual (Tool-less Setup).

Esses recursos reduzem a necessidade de ferramentas e facilitam as intervenções durante as mudanças de formato.

Dessa forma, a equipe reduz o tempo de parada da máquina e aumenta a disponibilidade do equipamento.

Sistema de Selagem Vertical

O sistema de selagem vertical realiza a união longitudinal do filme por meio da aplicação controlada de calor e pressão.

A qualidade da selagem influencia diretamente a resistência mecânica da embalagem, a proteção do produto e a vida útil do conteúdo acondicionado.

Neste ponto, a atenção deve se concentrar na rápida troca dos componentes consumíveis.

Além disso, a equipe deve avaliar a facilidade de encontrar peças de reposição no mercado ou diretamente com o fabricante.

Entre os principais itens estão resistências, fios de aquecimento e elementos utilizados no processo de selagem.

Dessa forma, a disponibilidade dessas peças facilita a manutenção e reduz o tempo de parada da máquina.

Sistema de Tração do Filme

O sistema de tração do filme movimenta a bobina de embalagem de forma controlada e sincronizada durante o empacotamento.

Esse conjunto determina, em grande parte, o avanço do filme e o comprimento de cada embalagem produzida.

Nas empacotadoras verticais modernas, a tração geralmente utiliza correias acionadas por servomotores.

Esses motores permitem controlar com precisão a velocidade e o deslocamento do filme durante cada ciclo.

Esse controle mantém o comprimento das embalagens dentro do padrão definido pelo operador ou pelo processo produtivo.

Também garante que o filme permaneça corretamente posicionado durante toda a operação da máquina.

A precisão do sistema de tração também está diretamente relacionada ao posicionamento das informações impressas no filme.

Quando existe uma marca de registro (eye mark), o sistema utiliza essa referência para controlar o avanço.

Dessa forma, textos, logotipos, códigos de barras e outros elementos gráficos permanecem corretamente posicionados na embalagem.

Ajustes

Outro ponto importante é a capacidade de ajuste do sistema de tração durante a operação.

Em uma máquina bem projetada, o operador deve conseguir alterar facilmente o comprimento da embalagem através da IHM.

Também é interessante permitir o salvamento de diferentes configurações como receitas diretamente no sistema de controle.

Esse recurso facilita as trocas de formato (setup) e reduz o tempo necessário para retornar à produção.

Para o comprador, também é importante avaliar como as correias ou rolos de tração são ajustados e substituídos.

Esses componentes permanecem em contato constante com o filme e podem sofrer desgaste durante a operação.

Quanto mais simples forem a inspeção, regulagem e substituição, menor tende a ser o tempo de manutenção.

Esse aspecto contribui para reduzir paradas e aumentar a disponibilidade operacional da empacotadora vertical.

Durante o FAT, é recomendável observar se o filme avança de maneira uniforme, sem escorregamentos, enrugamentos ou deslocamentos laterais. Também vale verificar se a máquina consegue manter o comprimento das embalagens de forma consistente durante uma produção contínua.

Uma boa empacotadora vertical não deve apenas movimentar o filme; ela precisa fazê-lo com precisão, estabilidade e repetibilidade durante toda a produção. Por isso, o sistema de tração merece atenção especial na avaliação da máquina. Mesmo sendo um conjunto que muitas vezes passa despercebido durante a compra.

Sistema de Selagem Horizontal

O sistema de selagem horizontal é responsável por realizar o fechamento das embalagens na parte superior e inferior. Sendo um dos conjuntos mais importantes de uma empacotadora vertical VFFS.

É nessa etapa que a embalagem recebe o fechamento definitivo. Esse processo mantém o produto protegido e evita a entrada de ar, umidade e contaminantes. O tipo de selagem varia conforme as características do produto e do material da embalagem.

Durante o ciclo de produção, as barras de selagem horizontal trabalham de forma sincronizada com o sistema de dosagem. A tração do filme e o mecanismo de corte.

Enquanto uma embalagem é fechada e separada, a próxima já começa a ser formada. Isso permite que a máquina opere continuamente e alcance altas velocidades de produção.

A qualidade dessa selagem depende de fatores como temperatura, pressão, tempo de contato e características do filme utilizado. Uma regulagem inadequada pode resultar em embalagens mal seladas, excesso de material queimado, vazamentos ou dificuldade de abertura pelo consumidor. Por isso, não basta verificar se a máquina produz uma embalagem visualmente bonita durante o FAT; é importante observar se a selagem permanece uniforme durante uma produção contínua.

Outro aspecto importante na escolha da máquina é a facilidade de ajuste e manutenção das barras de selagem.

Esse conjunto trabalha repetidamente durante toda a produção, fazendo com que seus componentes estejam sujeitos ao desgaste.

Com o tempo, algumas peças precisarão ser substituídas para manter o desempenho adequado do sistema de selagem.

Sistemas que permitem ajustes simples e trocas rápidas reduzem o tempo de parada da máquina.

Além disso, essas características facilitam o trabalho da equipe responsável pela manutenção do equipamento.

Componentes de desgastes

Também é importante perguntar ao fabricante quais são os principais componentes sujeitos ao desgaste no sistema de selagem.

Verifique ainda a disponibilidade dessas peças no mercado ou diretamente com o fabricante da máquina.

Uma máquina pode apresentar excelente desempenho quando nova e ainda assim gerar problemas futuros de manutenção.

Se uma peça simples demorar semanas para chegar, o problema deixa de ser técnico e passa a ser produtivo.

Durante a avaliação da empacotadora vertical, observe a aparência das soldas e a uniformidade do fechamento das embalagens.

Também avalie a facilidade de acesso às barras para limpeza, inspeção e manutenção do equipamento.

É interessante solicitar ao fabricante uma demonstração de troca ou ajuste desses componentes durante a avaliação.

Quanto mais simples for esse procedimento, menor tende a ser o impacto das futuras intervenções na produção.

Sistema de Corte

Após a selagem horizontal, o sistema de corte é responsável por separar individualmente cada embalagem produzida pela empacotadora vertical VFFS. O corte deve ocorrer de forma precisa e sincronizada com o movimento do filme.

Garantindo assim que cada pacote seja separado na posição correta e com bom acabamento.

Dependendo do formato da embalagem e da necessidade da aplicação, a máquina pode utilizar diferentes tipos de corte, como:

  • Corte reto: utilizado quando se deseja uma linha de corte simples e uniforme.
  • Serrilhado: produz uma borda serrilhada que pode facilitar a abertura da embalagem.
  • Cortes Especiais: utilizado para formatos ou necessidades específicas de apresentação da embalagem.
  • Euro Hole: cria uma abertura na parte superior da embalagem para permitir sua exposição em ganchos de lojas e supermercados.
  • Easy-Open: cria uma região específica que facilita a abertura da embalagem pelo consumidor.

A escolha do sistema de corte deve estar relacionada não apenas ao formato desejado, mas também ao tipo de filme utilizado e às características da embalagem.

Durante a compra da máquina VFFS, é importante verificar se o sistema fornecido pelo fabricante atende aos formatos previstos para produção.

futuras alterações

Também verifique se o equipamento permite futuras alterações caso novos produtos sejam incorporados à linha.

Outro ponto que merece atenção é a facilidade de ajuste e substituição das facas.

Esses componentes sofrem desgaste durante a operação, por isso o acesso deve facilitar inspeções, limpeza e trocas.

O acesso às facas também deve oferecer segurança durante as atividades de manutenção.

Recomenda-se verificar com o fabricante quais tipos de facas o equipamento utiliza durante o processo.

Também é importante confirmar a disponibilidade dessas peças para reposição e sua facilidade de aquisição.

Durante o FAT, o comprador pode observar a uniformidade dos cortes ao longo da produção.

Também deve verificar a presença de rebarbas ou deformações excessivas nas embalagens.

Outro ponto importante consiste em verificar se a máquina mantém o posicionamento correto do corte durante toda a operação.

Essa avaliação deve ocorrer inclusive quando o equipamento trabalha na velocidade máxima prevista para produção.

Em máquinas de maior velocidade, a sincronização entre tração do filme, selagem e corte torna-se ainda mais importante, pois qualquer variação pode resultar em embalagens com comprimento incorreto ou corte fora da posição desejada.

Sistema de Controle e Automação

O sistema de controle e automação coordena os diferentes movimentos e funções da empacotadora vertical VFFS.

Dessa forma, alimentação do produto, transporte do filme, selagem, corte e demais etapas trabalham de forma sincronizada.

Normalmente, o sistema utiliza CLP, IHM, inversores de frequência, servomotores e sensores industriais.

Embora esses componentes trabalhem nos bastidores, sua qualidade influencia diretamente a operação e a estabilidade da máquina.

Além disso, uma boa integração facilita a identificação e correção de problemas durante a produção.

A IHM (Interface Homem-Máquina) representa o principal ponto de contato entre o operador e a empacotadora.

Por meio da tela, o operador pode configurar parâmetros, selecionar receitas e ajustar o comprimento da embalagem.

Também pode controlar temperaturas, acompanhar alarmes e visualizar diferentes informações do processo.

Por isso, durante a avaliação da máquina, é importante verificar se a IHM apresenta uma interface intuitiva.

Além disso, os principais ajustes devem permitir uma operação simples, sem depender constantemente de um técnico especializado.

operabilidade

Outro aspecto importante envolve o gerenciamento das receitas de produção.

Uma máquina que permite salvar diferentes configurações facilita a troca entre produtos e formatos.

Consequentemente, esse recurso reduz o tempo de setup e diminui a possibilidade de erros durante a regulagem.

Para empresas com vários produtos ou diferentes tamanhos de embalagem, esse recurso pode fazer uma diferença significativa.

Os sensores também desempenham um papel fundamental no funcionamento da empacotadora vertical.

Eles informam ao sistema de controle a posição do filme, a presença do produto e outras condições operacionais.

Além disso, esses dispositivos monitoram posições de componentes e diferentes condições necessárias ao funcionamento correto da máquina.

Durante a compra, vale verificar como a máquina identifica uma falha e informa sua causa ao operador.

Nesse sentido, um bom sistema de diagnóstico pode reduzir significativamente o tempo necessário para localizar um problema.

Assim, a equipe consegue corrigir a falha com maior rapidez e colocar a máquina novamente em produção.

A escolha dos componentes de automação também merece atenção durante a avaliação do equipamento.

Sempre que possível, verifique quais marcas e modelos o fabricante utiliza no CLP, IHM, inversores e servomotores.

Além disso, avalie os demais componentes principais utilizados no sistema de automação.

A utilização de componentes amplamente disponíveis no mercado pode facilitar futuras manutenções.

Consequentemente, essa escolha também pode reduzir o tempo de espera por peças de reposição.

Nas empacotadoras verticais mais modernas, o sistema de automação pode se comunicar com outros equipamentos da linha.

Integrações

Essa integração também permite conectar a máquina a sistemas de supervisão e gerenciamento da produção.

Dessa forma, a equipe consegue acompanhar informações como produção, paradas, velocidade e eficiência operacional.

Recursos de Indústria 4.0 podem ampliar essas possibilidades e aumentar a capacidade de monitoramento da operação.

Entretanto, a empresa deve avaliar esses recursos conforme suas necessidades reais de produção.

Assim, evita-se investir em funcionalidades que a fábrica não utilizará durante sua operação.

Durante o FAT, recomenda-se solicitar ao fabricante uma demonstração completa das principais funções da IHM.

Por exemplo, o operador deve demonstrar a criação e alteração de receitas durante o teste.

Também deve apresentar o acesso aos alarmes, a identificação de falhas e os principais ajustes da máquina.

Além disso, é importante verificar se o fabricante fornece programas, backups e documentação necessários para futuras intervenções.

Esses materiais devem seguir as condições estabelecidas no fornecimento e atender às necessidades da equipe de manutenção.

Para empresas que pretendem operar a máquina por muitos anos, a facilidade de operação merece atenção especial.

Da mesma forma, o diagnóstico de falhas e a disponibilidade dos componentes também influenciam a escolha.

Portanto, esses fatores podem ser tão importantes quanto a própria tecnologia utilizada no sistema de automação.

Como é o Ciclo de Funcionamento de uma Empacotadora Vertical?

O processo de empacotamento ocorre, de forma básica, na seguinte sequência:

  1. O filme é desenrolado da bobina.
  2. O filme passa pelo sistema de alinhamento.
  3. O tubo formador cria o formato da embalagem.
  4. A selagem vertical fecha a lateral do pacote.
  5. A selagem horizontal forma o fundo da embalagem.
  6. O produto é dosado.
  7. O produto é inserido no interior do pacote.
  8. O sistema de tração movimenta o filme.
  9. A selagem horizontal fecha a embalagem.
  10. O sistema de corte separa o pacote finalizado.
  11. A embalagem segue para a próxima etapa da linha.

Esse ciclo ocorre continuamente, permitindo que as empacotadoras verticais VFFS atinjam elevadas velocidades de produção, com excelente repetibilidade, controle de peso e qualidade de embalagem.

Que tipos de embalagens são produzidas em uma Empacotadora Vertical?

A versatilidade é uma das principais características das empacotadoras verticais (VFFS – Vertical Form Fill Seal). Através da combinação de diferentes tubos formadores, conjuntos de selagem, sistemas de corte e acessórios opcionais, uma única máquina pode produzir diversos tipos de embalagens para atender diferentes necessidades de mercado. A seguir estão os principais tipos de embalagens produzidas por uma empacotadora vertical, e as características especiais de cada tipo de embalagem.

1. Embalagem Almofada (Pillow Bag)

A embalagem almofada é o formato mais comum e tradicional produzido por uma empacotadora vertical. Sua formação ocorre quando o filme flexível é transformado em tubo pelo conjunto colarinho formador, recebendo uma selagem longitudinal (vertical) e duas selagens transversais (horizontais) — uma no fundo e outra no topo.

  • Vantagens: Alta velocidade de ciclo, baixíssimo consumo de filme por quilo de produto e simplicidade operacional/mecânica.
  • Aplicações: Café, açúcar, farinha, arroz, feijão, sal, rações e produtos granulados ou em pó em geral.
  • Foco Principal: Embalagem econômica, rápida e eficiente para proteção e transporte.
  • Apresentação e Público: Exibida deitada ou pendurada em displays de gancho, foca em produtos de consumo massivo e commodities onde o custo-benefício e a volumetria são as maiores prioridades do consumidor final.

2. Embalagem com Fole Lateral (Gusseted Bag)

A embalagem com fole é uma variação da embalagem almofada. Para formá-la, a empacotadora utiliza vincadores laterais (mecânicos ou pneumáticos) que dobram o filme para dentro antes da selagem horizontal do fundo e do topo.

  • Vantagens: Aumenta a profundidade do pacote, permitindo melhor aproveitamento de espaço em caixas de embarque. O fole dá corpo ao pacote, permitindo que ele fique semi-em pé ou se acomode de forma mais organizada nas prateleiras.
  • Aplicações: Pães de fôrma, torradas, biscoitos, salgadinhos, pet food e grãos.
  • Foco Principal: Eficiência de transporte logístico e melhor apresentação visual do volume.
  • Apresentação e Público: Entrega visual encorpado e organizado na gôndola, voltada a marcas intermediárias que buscam transmitir sensação de volume e acondicionamento cuidadoso (como pães e biscoitos).

3. Embalagem de Fundo Chato (Block Bottom Bag)

Desenvolvida para garantir estabilidade vertical impecável no ponto de venda, a embalagem de fundo chato une foles laterais a uma moldagem especial da base. A selagem inferior é prensada e achatada de modo a criar uma base retangular ou quadrada totalmente plana.

  • Vantagens: O pacote fica perfeitamente em pé na prateleira sem precisar de suportes externos. Unifica a alta velocidade do processo vertical VFFS à elegância e presença de prateleira (stand-up) das embalagens de fundo plano.
  • Aplicações: Cafés especiais (em grãos ou moído), achocolatados, cereais matinais, granolas, pet food premium e biscoitos finos.
  • Foco Principal: Destaque visual e agregação de valor ao produto final no varejo.
  • Apresentação e Público: Destaca-se perfeitamente em pé nas prateleiras com apelo visual limpo e sofisticado, direcionada a marcas premium de alimentos e cafés finos que disputam a atenção do consumidor de maior poder aquisitivo.

4. Embalagem Quad Seal (4 Selagens de Canto)

O Quad Seal proporciona elevada rigidez estrutural. Além do fundo plano e dos foles laterais, a máquina realiza quatro selagens estruturais nas quatro arestas verticais da embalagem. As soldas não passam pelo centro das faces, ampliando as áreas disponíveis para a impressão e comunicação visual.

  • Vantagens: Estrutura elevadamente rígida que não deforma sob o peso do produto, além de proporcionar uma área gráfica limpa em 360°, sem soldas cortando informações ou logotipos.
  • Aplicações: Pet food (médio e grande porte), leite em pó premium, cafés de exportação e insumos químicos em pó.
  • Foco Principal: Proteção estrutural reforçada, acabamento visual de alto padrão e máxima retenção de formato.
  • Apresentação e Público: Apresenta estrutura robusta e design 360° impecável nas gôndolas, direcionada ao mercado super premium (pet food especializado, produtos fit de alto valor e linhas gourmet) que exige percepção máxima de qualidade e retenção de formato.

5. Sachê (Sachet – 3 ou 4 Selagens)

O sachê é um formato plano, selado em todo o seu perímetro (três ou quatro lados). É produzido em máquinas verticais específicas (de uma ou múltiplas pistas), onde o filme flexível é moldado, dosado e selado nas bordas externas.

  • Vantagens: Ideal para dosagens individuais (monodoses), sachês promocionais ou consumo fracionado. Oferece barreira e vedação hermética excelentes.
  • Aplicações: Molhos (ketchup, maionese, mostarda), adoçantes, temperos em pó, cosméticos líquidos e medicamentos/suplementos.
  • Foco Principal: Praticidade de consumo, dosagem exata e higiene em monodoses.
  • Apresentação e Público: Comercializada em displays de balcão, caixas multipack ou distribuição rápida em fast-foods, atinge o público corporativo (HORECA) e o consumidor que busca praticidade rápida em monodoses e amostras.

6. Stick Pack (Formato Tubo Estreito)

O Stick Pack é uma embalagem tubular longa e estreita com selagem longitudinal traseira e duas selagens de ponta. É uma evolução moderna do sachê tradicional, focada no consumo direto e na economia de material.

  • Vantagens: Economia de filme em comparação ao sachê plano retangular. Seu formato estreito facilita o despejo direto do conteúdo em gargalos de garrafas de água ou xícaras.
  • Aplicações: Colágeno, suplementos energéticos, café solúvel, adoçantes e edulcorantes líquidos.
  • Foco Principal: Economia de insumos laminados, apelo estético moderno e conveniência on-the-go.
  • Apresentação e Público: Apresenta design moderno, minimalista e altamente portátil em caixas ready-to-shelf, focando no público jovem, urbano e saudável que consome suplementos e bebidas instantâneas on-the-go.

Acessórios e Opcionais VFFS: Como Agregar Valor Comercial às Embalagens Verticais

No cenário altamente competitivo do varejo e da indústria, a funcionalidade da embalagem é tão importante quanto o próprio produto.

Além disso, dispositivos e opcionais podem ampliar as funcionalidades da embalagem durante o processo de formação na empacotadora vertical (VFFS).

Esses recursos transformam embalagens básicas em soluções mais estratégicas e agregam valor ao produto final.

Dessa forma, a empresa pode otimizar a exposição no Ponto de Venda (PDV) e melhorar a experiência do consumidor (User Experience).

A seguir, destacamos seis acessórios que podem agregar valor à linha de produtos.

Além disso, apresentamos algumas aplicações desses recursos nos diferentes formatos de embalagens citados anteriormente.

1. Furo Euro (Euro Hole / Hole Punch)

O Furo Euro é um corte padronizado efetuado no selo superior da embalagem, permitindo que ela seja suspensa em gancheiras, ganchos e sistemas de exposição no ponto de venda.

  • Vantagem Comercial: Permite explorar espaços nobres do supermercado além das gôndolas tradicionais (como próximos a caixas e corredores laterais), multiplicando os pontos de contato com o cliente.
  • Diferencial de Mercado: Essencial para compras por impulso e para marcas que buscam destaque em estabelecimentos menores ou de conveniência.

2. Pique de Abertura Fácil (Easy Open / V-Notch)

Consiste em um pequeno entalhe mecânico ou corte circular realizado na lateral da solda da embalagem para direcionar o rasgo inicial.

  • Vantagem Comercial: Elimina a necessidade de tesouras ou utensílios no momento do consumo, promovendo a conveniência imediata.
  • Diferencial de Mercado: Reduz a frustração do consumidor ao abrir o pacote e evita derramamentos acidentais, tornando o produto atrativo para consumo em trânsito (on-the-go) e ambiente corporativo.

3. Zíper Reabrível (Press-to-Close Zipper)

Um perfil plástico termoselável (zipper) é aplicado internamente no topo do pacote durante a formação, permitindo que o consumidor abra e feche a embalagem repetidas vezes.

  • Vantagem Comercial: Mantém o produto na embalagem original por muito mais tempo, garantindo que a marca continue visível na dispensa do cliente até o fim do consumo.
  • Diferencial de Mercado: Transmite percepção imediata de produto Premium, preserva a crocância/frescor do alimento após aberto e elimina a necessidade de potes de armazenamento.

4. Válvula Desgaseificadora (Degassing Valve)

Aplicação de uma válvula unidirecional na parede frontal da embalagem. Ela permite a saída contínua do gás carbônico liberado pelo produto sem permitir a entrada de oxigênio.

  • Vantagem Comercial: Evita que os pacotes estufem ou estourem no transporte e durante o armazenamento, garantindo que cheguem impecáveis às prateleiras.
  • Diferencial de Mercado: Indispensável para o segmento de café torrado em grãos ou moído. Preserva o aroma natural e os óleos essenciais, permitindo que o produto seja embalado logo após a torra sem perder qualidade.

5. Alça de Pegada (Hand Grip)

Um recorte vazado anatômico projetado na selagem superior de embalagens de maior volume e peso (geralmente acima de 2 kg ou 5 kg).

  • Vantagem Comercial: Facilita a pega e o manuseio direto na gôndola, reduzindo a dificuldade do cliente ao transportar pacotes volumosos até o carrinho.
  • Diferencial de Mercado: Pode ser um fator decisivo de compra nos mercados de Pet Food (rações de médio/grande porte) e grãos em sacarias intermediárias, onde a ergonomia de transporte influencia a escolha do consumidor.

6. Fita Reaplicável (Tack Tape)

Trata-se de uma fita adesiva reposicionável aplicada na dobra superior do pacote. Após rasgar e dobrar o topo para fechar, o consumidor utiliza a fita para travar a embalagem.

  • Vantagem Comercial: Excelente alternativa de baixo custo em relação ao zíper, oferecendo funcionalidade de reabertura com menor impacto no custo final da embalagem.

Diferencial de Mercado: Muito valorizada em pacotes do tipo Gusseted (com fole) e Block Bottom para cafés, biscoitos e torradas, mantendo o pacote compacto e bem fechado após o uso parcial.

Que produtos podem ser embalados em uma Empacotadora Vertical (VFFS)?

As empacotadoras verticais (Vertical Form Fill Seal – VFFS) oferecem alta precisão, estanqueidade e rendimento produtivo para o acondicionamento automático de insumos industriais e alimentícios. A escolha da tecnologia de dosagem e do sistema de selagem varia de acordo com a granulometria, densidade, fluidez e estado físico de cada produto.

1. Produtos Granulados e Grãos (Alta Fluidez)

O empacotamento de grãos e sólidos granulados exige alta velocidade operacional e controle volumétrico exato para evitar a quebra do insumo durante a alimentação.

  • Tipos de Produtos: Arroz, feijão, açúcar cristal, café em grãos, sal grosso, milho, pet food e sementes agrícolas.
  • Sistemas de Dosagem Utilizados: Dosadores de balança multicabeçosa (multihead weighers) para produtos frágeis ou irregulares, e dosadores volumétricos de canecas para grãos homogêneos.
  • Formatos de Embalagem Recomendados: Embalagem Almofada (Pillow Bag), Fole Lateral (Gusseted Bag) e Fundo Chato (Block Bottom).

2. Pós Finos e Não Fluides (Insumos Coesivos)

O acondicionamento de pós exige controle severo de polvilhamento (suspensão de partículas no ar) e sistemas de exaustão no tubo formador para evitar a contaminação da área de solda horizontal.

  • Tipos de Produtos: Café torrado e moído, leite em pó, farinha de trigo, achocolatados, temperos, suplementos alimentares, fertilizantes solúveis e insumos químicos.
  • Sistemas de Dosagem Utilizados: Dosadores de rosca servomotorizada (dosador helicoidal / auger filler) com travamento hermético de gotejamento.
  • Formatos de Embalagem Recomendados: Block Bottom Bag com válvula desgaseificadora, Quad Seal (quatro soldas) e Sachês/Stick Packs de alta barreira.

3. Snacks, Produtos Frágeis e Congelados

As linhas de crocantes, extrudados e congelados requerem transporte suave para preservar a integridade estrutural do produto e evitar o derretimento do filme laminado por transferência térmica.

  • Tipos de Produtos: Biscoitos, salgadinhos extrudados, batatas congeladas, pães de queijo, vegetais congelados e castanhas/nozes.
  • Sistemas de Dosagem Utilizados: Balanças multicabeçosas com calhas serrilhadas e revestimento antiaderente (ou bucha de teflon/embossado).
  • Formatos de Embalagem Recomendados: Embalagem Almofada (Pillow Bag) com injeção de gás inerto (Nitrogênio) para atmosfera modificada (MAP).

4. Líquidos, Viscosos e Pastosos

A dosagem vertical de fluidos exige calibração estanque contra vazamentos, mordentes com corte pneumático e, quando aplicável, limpeza Sanitaria (CIP – Clean in Place).

  • Tipos de Produtos: Molho de tomate, ketchup, maionese, condimentos, óleos vegetais, polpa de frutas, cosméticos e sabão líquido.
  • Sistemas de Dosagem Utilizados: Dosadores de pistão volumétrico ou bombas rotativas de deslocamento positivo.
  • Formatos de Embalagem Recomendados: Sachês de 3 ou 4 selagens, Stick Packs e embalagens almofada em filmes coextrusados de alta resistência mecânica.

Qual é a velocidade de produção de uma Empacotadora Vertical?

A velocidade de produção de uma empacotadora vertical pode variar significativamente em função do tipo de produto, formato da embalagem, sistema de dosagem, qualidade do filme utilizado e nível de automação do equipamento.

De forma geral, as empacotadoras verticais comerciais operam em faixas que vão de 20 a mais de 200 embalagens por minuto. Equipamentos de entrada normalmente trabalham entre 20 e 60 embalagens por minuto, enquanto máquinas equipadas com servomotores e sistemas de alta performance podem ultrapassar 150 embalagens por minuto em determinadas aplicações.

O fator que mais influencia a velocidade é o tempo necessário para dosar o produto e formar a embalagem. Produtos de fluxo livre, como arroz, feijão, açúcar e fertilizantes granulados, normalmente permitem velocidades mais elevadas. Já produtos frágeis, pegajosos, congelados ou de difícil dosagem exigem ciclos mais lentos para garantir a precisão do peso e a integridade do produto.

Outro aspecto importante é o tamanho da embalagem. Em geral, embalagens menores permitem maior produtividade, enquanto embalagens maiores exigem mais tempo para enchimento, selagem e movimentação do filme.

Velocidades típicas por aplicação

AplicaçãoVelocidade Típica
Arroz, feijão e açúcar30 a 80 embalagens/min
Café em grãos ou moído30 a 70 embalagens/min
Ração animal15 a 50 embalagens/min
Fertilizantes granulados20 a 60 embalagens/min
Snacks e salgadinhos60 a 200 embalagens/min
Castanhas e amendoins40 a 120 embalagens/min
Produtos congelados20 a 80 embalagens/min
Sachês e Stick Packs100 a 1.000 embalagens/min*

* Nas aplicações multi-pistas, várias embalagens são produzidas simultaneamente, permitindo produtividades extremamente elevadas.

Velocidade x Apresentação da Embalagem

Embora a velocidade seja um indicador importante, ela não deve ser analisada isoladamente. O objetivo de uma empacotadora vertical não é apenas produzir mais embalagens, mas produzir embalagens com excelente apresentação visual.

Uma embalagem mal formada, com impressão desalinhada, soldas defeituosas ou aparência irregular pode comprometer a imagem da marca no supermercado e influenciar negativamente a decisão de compra do consumidor. Por esse motivo, fabricantes modernos priorizam o equilíbrio entre produtividade, precisão de dosagem e qualidade final da embalagem.

Em muitos casos, operar uma máquina a 80 embalagens por minuto com alta qualidade visual gera melhores resultados comerciais do que produzir 120 embalagens por minuto com perdas frequentes e embalagens de aparência inferior.

Assim, a velocidade ideal de uma empacotadora vertical é aquela que atende às metas de produção mantendo a qualidade, a apresentação e a integridade da embalagem em todos os ciclos de operação.

Como Escolher a Empacotadora Vertical Ideal para Sua Linha de Produção?

A aquisição de uma empacotadora vertical automática (VFFS) é uma das decisões mais estratégicas para o sucesso operacional e comercial de uma indústria. O equipamento ideal deve harmonizar as propriedades físicas do produto, as exigências visuais do mercado, a meta de rendimento fabril e os planos de expansão da empresa. Uma escolha assertiva elimina gargalos produtivos, reduz custos operacionais contínuos e garante um rápido Retorno sobre o Investimento (ROI).

Para orientar sua decisão e garantir um investimento seguro e de alto desempenho, destacamos os 9 fatores essenciais que devem ser analisados antes de escolher a sua próxima empacotadora vertical:

1. Avalie as Características Físicas do Produto e o Sistema de Dosagem

O ponto de partida para o dimensionamento técnico é compreender a fluidez, densidade e sensibilidade do insumo a ser embalado. Produtos granulados, pós finos, congelados, sólidos frágeis ou líquidos exigem sistemas de dosagem específicos para garantir precisão milimétrica de peso. Dosadores de rosca helicoidal servem para pós não fluidos, enquanto balanças multicabeçotes atendem produtos frágeis e dosadores volumétricos cobrem grãos homogêneos com velocidade e baixo desperdício.

2. Defina a Capacidade Produtiva Atual e a Previsão de Expansão

Determinar o volume de produção desejado por minuto, hora ou turno é indispensável para evitar que o setor de embalagem se torne o gargalo da sua fábrica. É crucial analisar não apenas a demanda atual de sacos por minuto (BPM), mas também projetar o crescimento das vendas para os próximos anos. Escolher uma empacotadora com reserva de velocidade e capacidade para múltiplos turnos assegura que sua empresa absorva picos de demanda sem necessidade de trocas prematuras de maquinário.

3. Selecione a Variedade de Formatos de Embalagem Desejados

Nem todos os equipamentos verticais produzem a mesma gama de pacotes, sendo vital mapear a flexibilidade fabril exigida pela sua linha comercial. Defina se a operação focará no modelo tradicional Almofada (Pillow Bag), com Fole Lateral (Gusset), Fundo Chato (Block Bottom), Quad Seal (4 soldas) ou formatos fracionados como Sachês e Stick Packs. Quanto maior for a versatilidade de formadores da máquina, maior será a sua facilidade de lançar novos produtos e adaptar-se às tendências do varejo.

4. Considere o Apelo Comercial e a Exposição no Ponto de Venda (PDV)

A embalagem é a principal ferramenta de atração no Ponto de Venda, atuando como o verdadeiro vendedor silencioso da sua marca frente aos concorrentes. Marcas que disputam espaço em supermercados e atacarejos necessitam de pacotes com excelente qualidade de solda, posicionamento preciso da impressão e boa formação da embalagem. Formatos sofisticados, como o Block Bottom e o Quad Seal, agregam percepção de valor imediata ao produto, permitindo praticar margens de lucro mais atraentes e conquistar a preferência do consumidor.

5. Priorize Maquinários com Facilidade de Setup e Troca Rápida

Empresas que operam com diversidade de produtos e múltiplos tamanhos de embalagens realizam trocas de formato de maneira recorrente em sua rotina. Nessas operações, a escolha de empacotadoras verticais equipadas com servomotores, receitas pré-programadas em IHM intuitiva e componentes de encaixe rápido (quick-change) é fundamental. A redução drástica no tempo de setup maximiza o tempo útil de máquina rodando e eleva drasticamente o OEE (Overall Equipment Effectiveness) da fábrica.

6. Verifique a Compatibilidade com Materiais e Filmes Modernos

A empacotadora vertical deve apresentar perfeito desempenho de tracionamento e selagem com a estrutura de filme flexível adotada pela sua empresa. Seja utilizando Polietileno (PE), Polipropileno (BOPP), estruturas laminadas metalizadas ou os modernos filmes ecologicamente corretos (monomateriais e recicláveis), a máquina precisa garantir selagens herméticas e uniformes. A compatibilidade técnica do sistema de solda previne vazamentos, rasgos no transporte e perda de barreira protetora.

7. Exija Robustez Construtiva e Componentes Industriais de Elite

A empacotadora vertical é o coração do processo de finalização de fábrica e a sua parada não planejada interrompe toda a cadeia produtiva anterior. Investir em equipamentos construídos em Aço Inox, com estrutura reforçada e componentes eletroeletrônicos de marcas líderes globais assegura alta confiabilidade mecânica. Estruturas frágeis ou máquinas de baixo custo inicial, costumam gerar prejuízos elevados devido a quebras frequentes, refugos de filme e custos ocultos de manutenção.

8. Planeje a Integração Automatizada com a Linha Existente

Para atingir o nível máximo de produtividade da Indústria 4.0, a empacotadora vertical deve se comunicar perfeitamente com os demais periféricos da linha. A sincronização automática entre dosadores, detectores de metais, checadores de peso (checkweighers), datadores industriais, encaixotadoras e paletizadores reduz a necessidade de intervenção manual. Essa integração contínua minimiza erros humanos, acelera a velocidade final de expedição e garante a rastreabilidade total do lote.

9. Avalie a Estrutura de Pós-Venda e Suporte Técnico do Fabricante

A qualidade do suporte técnico prestado pelo fabricante é o divisor de águas entre uma operação lucrativa e prejuízos por máquinas paradas. Antes de fechar o negócio, certifique-se de que o fornecedor conta com equipe técnica local, disponibilidade imediata de peças de reposição originais, treinamento para seus operadores e atendimento remoto ágil. A parceria com um fabricante consolidado garante assistência contínua e mantém sua linha de produção rodando com máxima performance por anos.

Garanta o Melhor Investimento para a Sua Fábrica

A melhor empacotadora vertical para o seu negócio não é simplesmente a mais rápida ou a mais barata, mas sim aquela que atende com máxima precisão às particularidades do seu produto e aos objetivos de crescimento da sua marca. Uma análise criteriosa de todos esses fatores garante compras seguras, previsibilidade de custos e um salto de competitividade no mercado.

FAQ – Perguntas Frequentes sobre Empacotadoras Verticais VFFS

O que significa VFFS?

VFFS é a sigla para Vertical Form Fill Seal, tecnologia na qual a embalagem é formada, preenchida e selada em posição vertical.

Quais produtos podem ser embalados em uma máquina VFFS?

Produtos granulados, pós, snacks, café, arroz, feijão, açúcar, fertilizantes, rações, sementes, produtos químicos e diversos outros materiais.

Qual a velocidade de uma empacotadora vertical?

A velocidade varia conforme o produto, formato da embalagem e sistema de dosagem, podendo variar de 20 até mais de 200 embalagens por minuto, sendo possível alcançar produtividades ainda maiores em equipamentos de múltiplas pistas.

Qual a diferença entre VFFS e HFFS?

As máquinas VFFS formam a embalagem na posição vertical e são amplamente utilizadas para produtos a granel. Já as máquinas HFFS (Horizontal Form Fill Seal) operam na posição horizontal e são mais comuns para produtos unitários, bandejas e embalagens flow pack.